E se te dissessem que, para servir a Deus de verdade, você precisaria abrir mão de gerar uma vida?
Parece absurdo.
Mas não é.
Para mim, foi realidade.
Durante muito tempo, me ensinaram que filhos atrapalhavam a obra.
Que o mundo estava difícil demais.
Que o tempo era curto.
E que o verdadeiro foco deveria ser “ganhar almas”.
E, dito assim… soa até bonito.
Quase espiritual.
Mas por trás desse discurso aparentemente nobre, existia algo muito mais profundo e muito mais perigoso.
Porque, na prática, o que estavam dizendo era:
sua vida pessoal não importa.
Dentro da seita de onde eu vim, pastores eram obrigados a fazer vasectomia.
Sim, obrigados.
Homens jovens.
Alguns com pouco mais de 20 anos.
Antes mesmo de casar.
Tudo em nome da obra.
A justificativa?
Estar disponível 100% do tempo.
Sem distrações.
Sem filhos.
Sem família como prioridade.
Mas existe uma pergunta que não quer calar:
Que tipo de obra precisa impedir a vida para continuar existindo?
Porque, desde o princípio, Deus nunca foi contra a vida.
Muito pelo contrário.
A Bíblia sempre tratou filhos como bênção, não como obstáculo.
Então por que um sistema que se diz de Deus exigiria exatamente o oposto?
Essa é a parte que quase ninguém fala:
seitas não querem apenas a sua fé —
elas querem o controle completo da sua existência.
Do seu tempo.
Do seu corpo.
Do seu futuro.
E, quando chegam nesse nível, deixam de ser sobre Deus há muito tempo.
Se, em algum momento, te ensinaram que servir a Deus exige abrir mão daquilo que Ele mesmo criou como bênção…
talvez seja hora de você parar e se perguntar:
isso vem de Deus ou de homens?
Eu lembro de acreditar que estava fazendo o certo.
Que entregar tudo pela obra era o maior nível de fé.
Mas hoje eu entendo:
eu não entreguei algo que Deus pediu.
Eu entreguei algo que homens exigiram.
E existe uma diferença gigantesca entre essas duas coisas.
A dor de perceber isso não é pequena.
Porque não é só sobre escolhas.
É sobre consequências.
Hoje, eu não posso ter filhos.
E essa não foi uma decisão livre.
Foi resultado de um sistema que me convenceu de que negar a vida era um ato de fé.
Mas deixa eu te dizer algo que talvez ninguém tenha te dito ainda:
a verdadeira obra de Deus não impede a vida ela gera vida.
Ela não te esvazia como pessoa.
Ela não te rouba o futuro.
Ela não te desconecta daquilo que o próprio Deus chamou de bom.
Qualquer “obra” que exige a sua anulação…
não vem de Deus.
Se esse texto te fez pensar, incomodou ou até abriu seus olhos…
não ignore isso.
A verdade não aprisiona.
Ela liberta.
E, às vezes, tudo começa com uma pergunta simples:
o que estão chamando de vontade de Deus… realmente é d’Ele?
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