A política é tratada como a arte do bem comum, essa definição desenvolvida pelos filósofos clássicos norteia, ou ao menos deveria nortear a base da atuação política em qualquer lugar do globo, mas vamos nos aprofundar no conceito, citando o que os filósofos afirmaram sobre esse tema ao longo do século.
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Aristóteles: Considerado o primeiro a desenvolver o conceito de política como ciência e arte voltada ao bem comum da pólis (cidade-estado). Para ele, o objetivo da política é a felicidade e o bem-estar coletivo, por meio de uma organização social justa e racional. Aristóteles também distingue a ética da política, mas vê ambas interligadas no propósito do bem coletivo.
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Platão: Na sua obra "As Leis", Platão vê o bem comum como o objetivo central das leis, do Estado e da educação, que devem convergir para a harmonia e justiça da comunidade política, combatendo a atomização social.
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São Tomás de Aquino: Integra o conceito de bem comum à ordem natural e à vontade divina, enfatizando que o bem comum é a finalidade última da ação política e fonte da justiça social, sendo um limite ético para o livre arbítrio dos cidadãos.
Partindo de uma cosmovisão cristã percebemos que a função da política é levar os povos a um ciclo de justiça, paz e prosperidade. podemos observar tais princípios ao ler passagens como Provérbios 29:2 Romanos 13, entre tantos outros, percebe-se na realidade que o objetivo fim da política é a busca por justiça.
Evidentemente Direita e esquerda tem concepções distintas sobre o que seria esse "bem comum" porém as disputas ideológicas, o debate de ideias no século XXI ficam em segundo plano. Aquilo que deveria ser essencialmente racional se torna em uma patética guerra por memes, uma glamourização do ridículo.
Ser patético é a nova forma de se fazer política no século XXI e isso independe de lado, é possível ser ridículo sendo de Direita e é possível ser ridículo sendo de esquerda....
Vou citar 2 casos de lados opostos para que entendam aquilo afirmo.
No campo da Direita temos Coronel Crisóstomo, do PL amazonense, deputado federal, membro de uma das mais importantes, senão a CPMI mais importante dos últimos 30 anos, se prestando a um papel ridículo de interromper uma investigação para produzir uma cena bizarra e por que não dizer deplorável.
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No outro lado temos o patético ditador venezuelano que promove uma bizarra "dancinha pela paz" buscando desviar o foco dos inúmeros crimes cometidos pela ditadura que Maduro comanda...
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Em ambos os casos percebe-se o profundo desprezo pela racionalidade e seriedade que o embate político exige, é preciso compreender de uma vez por todas que a política não pode e não deve ser tratada como picadeiro para palhaços, mas deve ter seu sentido original resgatado, o da busca pelo bem comum.
É preciso parar de dar palanque para quem não busca o desenvolvimento intelectual permanente, se recusa a estudar e acredita que está na cena pública para brincar. estamos tratando do destino de milhões de vidas e isso requer racionalidade, seriedade e sobretudo zelo.
Independente da corrente política a qual nós pertençamos se faz necessário excluir da vida pública os palhaços, seja de Direita, Esquerda ou Centro. É necessário resgatar ou ao menos tentar resgatar a seriedade do embate público.