A cena da faixa “sem anestesia” em ato contra a anistia aos golpistas mostra bem o nível intelectual médio de certa militância: gente que vai à rua repetir palavra de ordem que nem entende, mas se acha vanguarda da democracia. Que petista é burro a gente já sabe, mas confundir anestesia com anistia supera todos os limites.
Manifestação minguada e caricata
O ato que aparece no vídeo, vendido como grande mobilização “em defesa da democracia”, reuniu a mesma bolha de sempre, com bandeiras de partidos de esquerda e discursos prontos contra qualquer possibilidade de anistia aos condenados de 8 de janeiro. Enquanto a esquerda finge falar em “povo”, a imagem real é de uma bolha de militantes profissionais, sustentados por estruturas sindicais e aparelhos partidários, repetindo slogans escritos por marqueteiro.
No melhor estilo pão com mortadela, a manifestação virou caricatura de si mesma: gente que mal sabe explicar o que é anistia, mas posa de guardiã da Constituição. O resultado é um ajuntamento barulhento, mas politicamente raso, em que vale mais a foto para o Instagram do que qualquer debate sério sobre leis, penas e garantias individuais.
A faixa do “sem anestesia”
O ponto mais constrangedor é a palavra de ordem “sem anestesia”, que circulou em cartazes e publicações de grupos alinhados ao PT e a movimentos de esquerda. Transformaram um termo médico em bordão político, revelando que a métrica, a rima e o marketing valem mais que o mínimo de compreensão do vocabulário jurídico.
Quando um movimento que se diz esclarecido confunde anestesia com anistia, entrega de bandeja o argumento de que boa parte dessa militância vive de slogan, não de ideia. Que petista é burro a gente já sabe, mas confundir anestesia com anistia supera todos os limites.
O mito da superioridade intelectual
Há anos a esquerda tenta vender a narrativa de que seus militantes seriam “mais estudados” e “mais conscientes” que o restante da população. Porém, cenas como essa faixa grotesca derrubam a fantasia e mostram um grupo que não domina nem o básico da linguagem que usa para posar de autoridade moral e política.
Em vez de discussão séria sobre os riscos de anistias amplas ou sobre os abusos judiciais reais, o que se vê é um teatro de slogans vazios, com militantes desinformados brandindo palavras que não sabem definir. No fim, a tal manifestação “histórica” não passa de mais um encontro de pão com mortadela, cartaz ridículo e vexame intelectual em praça pública.
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