Nesta quinta-feira (14/03), Antonio Meira, ex-prefeito de Hortolândia, oficializou sua pré-candidatura a prefeito da cidade durante sua filiação ao partido União Brasil. Mais de 500 pessoas, incluindo lideranças, pré-candidatos a vereador, ex-vereadores e autoridades regionais e municipais, estiveram presentes no evento. Além disso, a presença de Agnaldo Perugini, ex-prefeito de Pouso Alegre, irmão do ex prefeito Angelo Perugini in memorian reafirmou o compromisso de lutar em defesa dos direitos e liberdade das famílias hortolandenses.
“É com muita alegria que estamos recebendo todos vocês aqui, e eu creio que a minha presença como pré- candidato não se faz diferente da presença de todos vocês, porque se nós estamos aqui, é porque não concordamos com os caminhos que os gestores municipais estão percorrendo em nome das famílias da nossa cidade. Mais uma vez, eu me coloco a disposição do cidadão, da cidadã hortolandense, para não deixar que a nossa cidade caia no retrocesso que já começou. Nós temos que relevantar, e juntos, nós vamos lutar por isso”, assegurou Antonio Meira.
O pré-candidato a prefeito chegou em Hortolândia 1977. Acumula importantes e significativas experiências à frente da gestão pública. Foi vereador em 1989, quando Hortolândia pertencia à cidade de Sumaré. Foi prefeito eleito com o apoio do saudoso Angelo Perugini em 2013, liderou importantes pastas como Administração, Saúde, Obras, Serviços Urbanos e Planejamento.“É com essa experiência que eu quero me colocar a disposição de vocês, para que a nossa cidade possa retomar o crescimento, mas retomar com planejamento. Que tenhamos esperança, esperança nessa cidade de poder viver dias melhores”.
Agnaldo Perugini, irmão do prefeito em memória Angelo Perugini, que agrega importantes experiências em gestão pública, tendo sido prefeito de Pouso Alegre por dois mandatos, marcou presença na cerimônia e assegurou seu empenho nesta luta, em que o grupo União por Hortolândia travou em prol da comunidade. “O Agnaldo Perugini faz parte do nosso grupo e ele representa muito pra nós. Eu conheci o irmão do Agnaldo, durante a campanha de 1988, onde fomos eleitos vereadores juntos. Quantos sonhos, quantas lutas, quanta esperança, e depois, quantas conquistas. Na pessoa do Agnaldo, eu posso ver aquela determinação do Angelo, desde os movimentos sociais, na luta pela terra, na luta pela moradia, e depois pela emancipação e construção desta cidade. Ele está aqui para contribuir com o nosso município e eu quero estar junto com ele, porque nós vamos somar com as nossas experiências”, afirmou Meira.
“Esperança, essa é a palavra que devemos colocar em nosso coração e eu quero que seja da seguinte forma : “Eu sei, eu sei, que a vida devia ser bem melhor e será, mais não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita”, cantou Perugini, iniciando o seu bate-papo com os amigos presente.
Parábolas, histórias sempre marcaram a presença do saudoso Angelo Perugini nos diálogos com o povo de Hortolândia, fizeram parte do momento. Atitude que mostra a afinidade de idéias, um talento que marca a genética da família Perugini.
“Diz o texto sagrado que duas mulheres, inclusive a história não poupa palavras, e narra, duas prostitutas entraram diante de Salomão e apresentaram uma criança, e então, cada uma das duas se puseram a dizer: “É meu”, e a outra: “Não, ele é meu”, e assim permaneceram em discussão por algum tempo, até que Salomão pegou uma espada e disse: “eu vou cortar esta criança no meio e vocês sabem qual vai ser o resultado”.
“Ainda sobre esta história, também ouvi de um juiz que a melhor decisão seria a “Salomônica”, ou seja, a decisão de Salomão. O Juiz errou. Porque a história de Salomão com as mulheres, não é um fato dele querer dividir a criança no meio. Ele sugeriu esta atitude para testar quem é a mãe verdadeira. E a mãe verdadeira, é aquela que mais ama. Então, neste aspecto, é importantíssimo para nós este momento, em que será feito o julgamento. As urnas vão julgar a administração hortolandense, e pra este julgamento, é que teremos que pegar esta imagem, Meira, e este projeto na cabeça administrativo que é muito mais do que isso, é um projeto administrativo espiritual, que é o jeito de construir a cidade, o jeito que vamos fazer com que ela viva dias melhores”,explicou Agnaldo.
Legado
O irmão do Angelo Perugini conta que antes do seu irmão falecer, ele confidenciou, garantiu que o planejamento, o projeto para seu mandato estava totalmente organizado, com prazo garantido para iniciar e terminar sem a necessidade de intervenção alguma.
“Agnaldo, nós temos as pontes, o asfalto, as obras todas, temos muito mais e vamos continuar fazendo muito mais porque temos recurso em caixa para fazer e concluir tudo. E hoje, eu observo e afirmo, que tudo, que está feito hoje por esta administração nesta cidade, um fio de cabelo, uma agulha, que não estivesse pensada, planejada, organizada, preparada e com recursos em caixa pelo Angelo Perugini”, afirmou Angelo.
Concluindo “Então, no dia do julgamento, cada um de nós, que vamos levar esperança e motivação para o povo, temos que dizer o seguinte : “Qual é o projeto que vai trazer maior proteção para as famílias desta cidade? É isso que vai nos julgar, é a capacidade de cada um de nós abrir mão e dizer: “é aquele que vai cuidar melhor desta criança”, analisou.
Perseguição
Meira relatou que uma pré-candidata, que declarou afinidade e apoio ao seu grupo, foi perseguida pela atual gestão municipal. Sua postura contrária ao trabalho realizado pelo prefeito Zezé Gomes, resultou na sua demissão. “A Marcia, nossa pré-candidata a vereadora, quando afirmou compromisso com o nosso projeto, com a sua cara, com a sua coragem, ela foi perseguida a ponto de ser demitida. Enquanto a prefeitura demitir uma pessoa, um assessor que se posiciona contrário ao seu governo, nós podemos até entender. Mas a prefeitura, o Cacique da prefeitura, interferir em uma empresa particular, e exigir que ela demita um funcionário porque está apoiando o nosso projeto,que é contrário a opressão, isso me encoraja, isso me dá mais garra, mais dignidade para trabalhar pra poder tirar essas pessoas que trabalham contra o nosso povo”,afirmou.
Desvalorização de mão de obra local
“Nossa cidade possui escolas e faculdades, inclusive uma de Medicina. Quando pessoas competentes, que acreditaram no potencial desta cidade, deixaram estados como Paraná, Minas Gerais, Bahia e tantos outros para se estabelecerem aqui, investiram em sua formação profissional e contribuíram tanto para o desenvolvimento local. Então, o prefeito daqui vai ao ABC e seleciona quinze dos dezenove secretários da cidade. Apenas quatro são da nossa cidade. Para mim, isso é um desrespeito aos cidadãos de Hortolândia. É como dizer que não somos capazes ou responsáveis o suficiente para ocupar tais cargos”, observou o pré-candidato.
Insegurança
Visto que Antonio Meira realizou um importante e significativo trabalho a frente da pasta da segurança pública, a insegurança que assola a cidade não passou despercebida aos olhos do ex gestor, e morador da cidade. "Nossa cidade voltou a ter latrocínios e assaltos. Sabe por quê? Não existe integração entre a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Guarda Municipal para nos oferecer a segurança necessária, mesmo pagando tantos impostos e vivendo aqui."
Descaso na saúde
Meira relata que esteve, por duas vezes, a frente da Secretaria Municipal de Saúde. Um trabalho árduo e necessário para o bem estar do povo, e que hoje, enfrenta sérios problemas na oferta de exames médicos. “Nas unidades de saúde, tem cota para fazer exames. Faltam médicos especialistas, que muitas vezes, quando consegue realizar o exame, a cirurgia, ou até mesmo, quando os resultados do mesmo chega, o paciente já não está mais ali, o paciente já morreu. Isso me dói e é por isso que estou aqui, me colocando mais uma vez, a serviço de vocês”.
Retrocesso na Educação
O pré-candidato expõe que acompanhou nas mídias a triste notícia do atual prefeito fazendo a inauguração de escolas que não foram construídas pelo governo, que não estão dentro dos moldes que preconiza o Ministério da Educação.“Ele comprou 800 vagas de uma ONG que alugou aqui casas e adaptou para uma escola. A prefeitura não paga aluguel, água, luz, não contrata professores, não acompanha o trabalho ofertado por elas. E fez isso sabe porque? Este é o ano da eleição, e ele não quer ir pra rua e ouvir a cobrança das pessoas com a falta de vagas. Só que neste caso, ele joga as crianças em um espaço onde sabe-se lá quais a reais condições em que este aluno esta sendo cuidado”.
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