A República brasileira enfrenta inúmeros problemas que comprometem sua eficácia e o bem-estar da população. Entre os principais males, destacam-se a corrupção disseminada e sistêmica, que mina a confiança nas instituições; a instabilidade política, com polarizações extremas e enfraquecimento da democracia; a desigualdade social crescente; a criminalidade elevada; e falhas estruturais na economia e nos serviços públicos. Casos emblemáticos como o Mensalão, que envolveu compra de votos e corrupção em larga escala, além de outras operações que revelaram desvios bilionários, ilustram a profundidade desse problema no sistema republicano brasileiro.
A monarquia, segundo autores como Luiz Philippe de Orleans e Bragança, poderia resgatar a estabilidade e a ordem nacional por meio de uma estrutura política que transcende as disputas partidárias. A figura de um monarca constitucional, imparcial e vitalício, funciona como um poder moderador que equilibra os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, intervindo para restaurar a ordem quando necessário. A proposta da "Constituição Redentora" de Luiz Philippe visa estabelecer um pacto moral e político que fortaleça os valores cívicos, garantindo continuidade e legitimidade às políticas de Estado sem os riscos inerentes às trocas frequentes de governos republicanos.
Além disso, a monarquia proporciona um símbolo de unidade nacional e continuidade histórica, aproximando o povo do Estado via uma ligação cultural e afetiva fortalecida pela Casa Imperial. O modelo monárquico, tal como foi vivido no Império, é apresentado como capaz de promover um ambiente de governança mais coeso, propositivo e com visão de longo prazo, diminuindo conflitos políticos e fortalecendo a identidade nacional. Dessa forma, a restauração da monarquia é vista como solução viável para curar as mazelas da República, trazendo estabilidade, ordem e progresso duradouro ao Brasil.