A exigência de uma prova para obtenção do CRM, imposta pela chamada "OAB da medicina", nada mais é do que uma manobra suja para manter uma reserva de mercado absurda. Essa prática fere frontalmente não só princípios de justiça, mas também o direito fundamental dos médicos brasileiros de exercer sua profissão sem amarras ilegítimas e burocráticas criadas para favorecer interesses corporativistas.
A prova para obtenção do CRM não se trata de avaliação legítima ou proteção da sociedade, como se tenta justificar. Trata-se de uma barreira artificial que visa excluir profissionais capacitados, criar dificuldades desnecessárias e, sobretudo, garantir a permanência de uma elite que lucra em cima do suor e da competência dos médicos recém-formados.
É picaretagem institucionalizada! Um mecanismo que promove a exclusão covarde e elitista, travestido de filtro técnico, enquanto na prática serve para proteger interesses que nada têm a ver com a qualidade da assistência médica. O resultado óbvio é o atraso para o cidadão que depende do atendimento médico, dois pesos e duas medidas, onde direitos são atropelados em benefício de corporações.
O brasileiro precisa se indignar e se levantar contra esse absurdo inaceitável. Não se trata aqui de defender um privilégio qualquer, mas sim de lutar contra uma burocracia que sufoca o acesso de doutores ao exercício pleno da medicina e penaliza o povo com menos médicos disponíveis. Chega de enganação, chega de reserva de mercado! A OAB da medicina precisa ser denunciada e cobrada pelo que realmente é: um cartel disfarçado que mantém o Brasil refém da incompetência e da corrupção institucional.
O direito ao trabalho honesto e à livre iniciativa médica é inalienável. É hora de romper as amarras dessa farsa e garantir que o mérito, a ética e a verdadeira competência sejam os únicos critérios para que médicos possam atender a população com dignidade e efetividade.