Paulo Cesar Garcia ingressou na Polícia Militar do Estado de São Paulo após muito custo, vindo de família pobre com apenas 19 anos o jovem sonhador agora era um policial militar.
Sempre na capital, Paulo serviu no 12º Batalhão na região do aeroporto de Congonhas, tendo concluído o Curso de Formação de Sargentos em 2002, após ser promovido a sargento ingressou na faculdade de educação física, nessa época como diversos policiais, conciliava o trabalho na corporação com um bico, buscando complementar renda, prática comum na polícia militar.
Em 2004 foi diagnosticado com epilepsia, sendo afastado das ruas e alocado em serviços administrativos do batalhão.
Mas isso não o impediu de buscar aperfeiçoamento, em 2010 fez o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos.
Porém, como todo policial militar, Paulo Cesar enfrentava dificuldades financeiras devido a baixa remuneração paga aos policiais militares, resolveu então fazer um bico trabalhando em um comércio local. Foi aí que os problemas começaram.
Em 2013 Paulo Cesar sofreu um processo disciplinar, os 2 Conselhos de Disciplina tiveram parecer pela absolvição do sargento. Ainda assim a Corregedoria pediu a demissão do mesmo, sendo prontamente acolhida pelo comandante geral.
Paulo é mais uma vítima da injusta Lei Complementar 915, que estabelece que a decisão do Comandante Geral sobre demissões é definitiva e inapelável.
Desde 2019 Paulo faz parte do grupo Coração Cinza Bandeirante que luta por dignidade aos policiais militares vítimas de injustiça.
O grupo assim como a Associação de Praças da Polícia Militar do Estado de São Paulo tem lutado para pressionar o governador para que reveja a referida lei.
Para Sgt. Garcia, tornar pública sua luta é a única forma de tentar reverter o que vê como um caso de desigualdade e parcialidade e lutar pela reintegração, direito que busca incessantemente através de um processo judicial.
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