Cabo Diogo relata que tudo começou com uma atração para “diferenciar o Dia das Crianças” dentro do presídio. Esse gesto foi ganhando adesão e se ampliou: “não foi ajudando um ou outro, o pessoal foi entrando. Aí porque não fazer também o Natal, uma data próxima?” Com o tempo, formou-se um grupo no WhatsApp, que atualmente reúne desde policiais ativos, reserva, civis, ex-policiais e até advogados.
O projeto se organiza com contato direto da assistente social da unidade prisional, que informa dados como número de crianças e suas idades para que sejam apadrinhadas. “A gente não joga no grupo, cada um vai chamando outras pessoas e vai se separando para doar brinquedos e vestimentas, mandar cartinhas de incentivo...”
As entregas acontecem em datas como o Dia das Crianças, Natal e visitas programadas, quando são distribuídos presentes, saquinhos de doces, bolos, refrigerantes e até bexigas para tornar o dia especial e alegre. “Esse ano foram 175 crianças no Dia das Crianças e aumentou para 209 no Natal.”
Apesar da logística complexa, o cabo evidencia o significado da iniciativa: “é trabalhoso, um pouquinho estressante, mas é gratificante quando a gente chega e vê o pessoal saindo com os brinquedos, agradecendo, comendo os doces, brincando, se divertindo... é um dia diferente e feliz.”
Ele destaca a participação da família e voluntários: “faço junto com minha esposa, minha filha Natália, a Damares, o Roberto. O grupo é grande e só tem a ajudar as pessoas.”
Este projeto mostra como um gesto simples pode criar esperança e humanidade na vida de crianças e famílias que enfrentam dificuldades dentro do sistema prisional.
Você também pode contribuir diogofernandes@policiamilitar.sp.gov.br