A recente ocorrência envolvendo o 1º Tenente PM Leonardo Athila Rodrigues Borghi em Ilhabela evidencia os impactos negativos da chamada Via Rápida nos processos disciplinares e penais contra policiais. A medida, que tem a intenção de acelerar julgamentos e punições, acaba por impedir uma análise aprofundada, prejudicando profissionais exemplares e sua atuação no combate à criminalidade.
No episódio, o oficial foi indiciado por disparo de arma de fogo, agressão e ameaça, ocorrências complexas que demandam apuração criteriosa para garantir que fatos sejam corretamente compreendidos. Contudo, a Via Rápida em vigor limita o direito à ampla defesa e dificulta que detalhes importantes sejam levados em conta, resultando em prejuízo à justiça e à segurança pública.
A defesa do fim dessa prática passa pelo reconhecimento de que policiais atuam em situações de alta pressão e risco, que exigem respaldo jurídico adequado. Um processo detalhado e justo fortalece o combate ao crime ao proteger os agentes que arriscam suas vidas, evitando punições precipitadas e injustas.