No dia 18 de abril, a autora Mônica Ribeiro esteve presente na Bienal do Livro da Bahia, levando ao público não apenas suas obras, mas também reflexões profundas sobre amor, perda, empatia e transformação. Com uma escrita sensível e, ao mesmo tempo, estratégica, ela constrói narrativas que dialogam tanto com o coração quanto com a mente.
Em uma de suas obras, baseada em uma história real, o leitor é conduzido por uma trajetória marcada por afeto, cumplicidade e despedida. A narrativa acompanha a história de Mônica e Carlos, que viveram 28 anos de união até serem surpreendidos por desafios intensos de saúde. Entre um transplante de medula e um AVC, a história revela não apenas a dor da perda, mas a força do amor que permanece e o papel essencial das redes de apoio na reconstrução da vida.
Já em seu segundo livro, a autora mergulha em uma temática contemporânea e necessária: a saúde emocional dentro das organizações. A ideia da obra surgiu após a conclusão de sua pós-graduação em Comunicação Não Violenta, quando percebeu a urgência de levar esse debate para o ambiente corporativo. “Ações transformam emoções”, resume, ao definir a essência do livro.
A construção desse trabalho partiu de experiências práticas e de um olhar acolhedor desenvolvido ao longo de sua atuação terapêutica. Um dos momentos mais desafiadores da escrita, segundo ela, foi abordar a toxicidade nas relações de trabalho, tema que inevitavelmente remete a vivências reais e delicadas. Ainda assim, a autora se manteve firme no propósito de concluir a obra, impulsionada pela certeza de que seu conteúdo pode impactar positivamente líderes e equipes.
Sem personagens definidos, o livro apresenta situações comuns no universo corporativo, como hierarquias rígidas e abusos de poder, convidando o leitor à reflexão. A principal transformação proposta é clara: reconhecer como ambientes organizacionais prejudiciais afetam diretamente a saúde mental dos colaboradores, gerando consequências como absenteísmo e alta rotatividade.
A autora acredita que sua obra pode despertar mudanças concretas. Ao final da leitura, espera que o público se sinta motivado a implementar novas práticas, promovendo uma cultura organizacional mais saudável, com comunicação aberta, engajamento e valorização das pessoas.
Quando questionada sobre o impacto emocional do livro, ela é direta: trata-se de um diálogo entre razão e emoção. “Ambos caminham juntos”, afirma. E, se pudesse resumir sua mensagem em uma conversa direta com o leitor, diria: é preciso desenvolver um olhar mais empático diante dos colegas e colaboradores, cultivando ambientes mais harmoniosos e respeitosos.
Voltado especialmente para CEOs, lideranças, gestores de recursos humanos e empresários, o livro se posiciona como uma ferramenta de transformação. Mais do que apontar problemas, ele provoca reflexões e propõe caminhos.
Encerrando sua participação, a autora reforça o propósito de sua obra como um convite à mudança: um guia para quem deseja melhorar o desempenho das equipes sem abrir mão do bem-estar emocional. Para ela, construir uma cultura organizacional saudável não é mais um diferencial, mas uma necessidade urgente.
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