Foco na deputada e no alerta
A deputada federal Carol de Toni, referência em pautas conservadoras no Congresso, passou a denunciar publicamente que o Duolingo estaria utilizando sua plataforma de ensino de idiomas para introduzir, de forma sorrateira, conteúdos ligados à sexualidade e identidade de gênero para crianças, sem aviso prévio e sem filtros de idade claros. Segundo a parlamentar, muitos pais imaginam que os filhos estão apenas aprendendo inglês, mas acabam se deparando com histórias e lições que normalizam temas adultos e relacionamentos homoafetivos, em contextos que diversas famílias consideram incompatíveis com a faixa etária dos menores.
Carol de Toni sustenta que não se trata de atacar indivíduos, mas de defender o papel da família na formação moral e sexual das crianças, bem como o direito dos pais de saber exatamente a que tipo de conteúdo seus filhos estão expostos. Ela ecoa a preocupação de movimentos e petições que acusam o aplicativo de “inserir conteúdo ideológico, incluindo temas LGBTQ+, sem o consentimento dos pais”, pressionando a empresa a abandonar pautas militantes e retornar ao foco exclusivo no ensino de idiomas.
Questionamentos ao Duolingo e direitos dos pais
Críticas semelhantes à da deputada já aparecem em relatos de usuários e reclamações formais, em que pais descrevem terem contratado planos familiares, confiando no caráter pedagógico da ferramenta, e se surpreenderem com histórias que abordam relacionamentos homoafetivos e identidade de gênero para crianças pequenas. Esses casos alimentam o argumento de Carol de Toni de que há uma quebra de confiança e uma violação do direito dos pais de decidir o momento e a forma de tratar esse tipo de tema com seus filhos.
Embora o Duolingo estabeleça políticas de idade mínima, contas infantis e versões específicas para crianças, com algum nível de controle parental, o debate levantado pela deputada expõe o temor de que esses mecanismos sejam insuficientes ou pouco transparentes diante da sensível agenda de sexualidade e gênero. Para Carol, transparência, respeito à infância e primazia da família na educação moral não são negociáveis, e a empresa precisa ser cobrada a explicar que tipo de conteúdo insere em suas lições e como garante que crianças não sejam expostas a ideologia disfarçada de ensino de idiomas.
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