Amanhã, dia 18 de novembro, policiais civis e militares de São Paulo fazem uma mobilização histórica no Largo São Francisco, às 14h, para cobrar do governo estadual respostas urgentes e cumprimento de promessas feitas à categoria. O protesto é organizado por 22 entidades representativas que denunciam o descaso do governo do governador Tarcísio de Freitas e do então secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, licenciado para atuar na Câmara dos Deputados.
A principal demanda da Polícia Civil é a demora na apresentação da minuta da nova Lei Orgânica, que está parada mesmo após discussões em grupos de trabalho sem a participação direta dos policiais. A categoria cobra uma lei atualizada, valorização salarial e um plano de carreira que reflita as responsabilidades desses profissionais essenciais à segurança pública. O presidente da Associação dos Delegados do Estado de São Paulo, André Santos Pereira, afirma que houve promessas não cumpridas e mentiras por parte do governo em relação a esses pontos.
Já os policiais militares reivindicam a recomposição salarial linear para corrigir as discrepâncias injustas entre diferentes patentes, apontando que a falta de isonomia desmotiva a tropa e prejudica a ascensão na carreira. Ambos os grupos também manifestam preocupação com regulamentos disciplinares que permitem a demissão antes do trânsito em julgado na esfera criminal, gerando insegurança jurídica.
A manifestação indica que, sem respostas rápidas e negociações transparentes, os protestos podem se intensificar e levar à judicialização do tema, aumentando ainda mais a pressão sobre o governo paulista. A união dos policiais civis e militares neste momento é visto como essencial para garantir direitos, justiça e dignidade no serviço público de segurança, reafirmando o compromisso da categoria com a proteção da população e o fortalecimento do Estado Democrático de Direito.
Este é um chamado urgente para que os profissionais da segurança pública de São Paulo estejam juntos na luta por sua valorização, aproveitando a visibilidade da grande mobilização de amanhã para exigir o respeito que merecem.