A iniciativa foi articulada pelo deputado estadual Rogério Barra, filiado ao Partido Liberal.
O cortejo percorre diferentes bairros de Belém reunindo foliões, curiosos e apoiadores, sempre com forte tom político nas músicas entoadas.
Nas redes sociais, o impacto já ultrapassou o circuito local.
Um dos vídeos publicados no Instagram passou de 21 mil curtidas e soma milhares de comentários, sinal de que o tema mobiliza opiniões dentro e fora do estado.
Entre as marchinhas, uma das mais cantadas acusa desvios em obras públicas e perseguição a opositores.
O refrão pede explicitamente a cassação de mandato, transformando a música em palavra de ordem coletiva.
Confira um trecho:
“Olha a safadeza do Barbalho
Roubando pra car***, roubando pra car***
Rouba nas obras da COP, da saúde rouba igual
Persegue quem bate de frente, Barbalho é um marginal
Corta o mandato dele
Corta o mandato dele”
Outro alvo recorrente das músicas é Igor Normando, do MDB.
As letras citam nomeações de parentes vindos de Pernambuco e também criticam problemas estruturais da cidade, como bueiros incapazes de suportar períodos de chuva intensa.
A estratégia do bloco é clara, transformar insatisfação política em linguagem popular, fácil de cantar e compartilhar.
Isso explica por que os vídeos continuam circulando rapidamente nas redes.
O pano de fundo é um cenário político incerto no Pará.
Sem possibilidade de nova reeleição, a expectativa é que o atual governador Helder Barbalho apoie sua vice, Hana Ghassan, possivelmente com apoio do PT na composição de chapa.
Outros nomes da esquerda também buscam espaço, como Dr. Daniel Santos, prefeito de Ananindeua, e Araceli Santos, do PSOL.
A disputa tende a fragmentar o campo progressista, mas ainda sob forte influência do grupo político dominante no estado.
Pelo lado da direita, Delegado Éder Mauro e o ex-senador Mário Couto aparecem como alternativas.
Éder leva vantagem por ter obtido votação expressiva na eleição municipal de Belém em 2024, quando perdeu por cerca de 100 mil votos.
O desafio, no entanto, é construir uma coligação suficientemente robusta para enfrentar a estrutura consolidada do chamado clã Barbalho.
Sem essa articulação, o capital eleitoral pode não ser suficiente para virar o jogo.
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