Mas quando os números começam a cair — e caem de verdade — o debate muda de nível. E é exatamente isso que tem projetado o nome de Ronaldo Caiado para além do seu estado.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), tem ampliado sua influência política e passou a ser observado, inclusive em São Paulo, como um possível nome da direita para a disputa presidencial de 2026.
O motivo não é retórico. É resultado.
Desde 2019, a política de segurança pública em Goiás segue uma linha clara: tolerância zero contra a criminalidade, com foco em repressão direta, integração das forças policiais e investimento em inteligência.
Na prática, isso significou uma queda consistente nos principais indicadores de violência.
Dados divulgados pelo governo de Goiás mostram reduções expressivas: latrocínio caiu 82%, homicídio doloso 62% e lesão seguida de morte 54%. Em 109 municípios, não houve nenhum homicídio consumado ao longo de 2025.
Além disso, furtos de veículos, residências e propriedades rurais também apresentaram queda significativa, enquanto os casos de estupro registraram redução de 8%.
Não é percepção. O que está em jogo aqui não é apenas estastítica. É o tipo de segurança que chega — ou não — até a sua rua. E quando o resultado é concreto, a narrativa deixa de ser suficiente.
O próprio Caiado reforça essa leitura ao associar os resultados à sua postura de enfrentamento direto ao crime.
Segundo ele, a política adotada deixou de ser promessa para se tornar evidência concreta de gestão, baseada em ação policial efetiva e endurecimento contra facções.
Esse modelo tem chamado atenção de setores das forças de segurança em São Paulo, especialmente entre policiais que defendem maior autonomia operacional e menos restrições institucionais.
A imagem de Caiado, nesse contexto, passa a ser associada à de um gestor que prioriza a ação policial e não recua diante da pressão política ou midiática.
Na sua visão, esse tipo de política resolve o problema da violência ou agrava o cenário a longo prazo? Comente.
Entre os pontos que mais geram identificação com esses setores, está a defesa explícita da valorização das polícias estaduais.
Caiado é visto como um líder que “não deixa o policial na mão” e que rejeita medidas consideradas limitadoras da atuação policial, como a obrigatoriedade de câmeras corporais.
Essa posição divide opiniões — principalmente entre quem vê a polícia como solução e quem a enxerga como parte do problema.
Outro fator que fortalece sua projeção nacional é a aproximação com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Ambos têm se posicionado contra propostas do governo federal na área de segurança pública, defendendo que os estados devem manter autonomia sobre suas políticas e estratégias.
Caiado sustenta que episódios de violência policial não devem desviar o foco do combate ao crime organizado — uma posição que, para muitos, é pragmatismo. Para outros, é negligência.
Para setores que enxergam as facções como o principal problema da segurança pública, esse discurso encontra respaldo imediato.
Para outros, é justamente aí que reside o risco.
Quando o resultado aparece, o discurso deixa de ser confortável — e passa a ser incômodo. Durante visitas a São Paulo, o governador tem reforçado os resultados obtidos em Goiás como um modelo possível de ser replicado.
A questão que fica é inevitável: se funciona em um estado, por que não funcionaria no país inteiro? Ou o problema nunca foi só estratégia?
Você acredita que o modelo de segurança de Goiás pode ser aplicado no Brasil inteiro? Ou ele depende de realidades locais específicas?
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