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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2025

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Região de Campinas tem alta de 135% em acidentes com animais peçonhentos; urbanização descontrolada é uma das causas

Para coordenador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp, escorpiões são os animais que mais se envolvem em acidentes com humanos

Região de Campinas tem alta de 135% em acidentes com animais peçonhentos; urbanização descontrolada é uma das causas
Escorpião amarelo — Foto: Butantan
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Um levantamento realizado pelo g1 com dados do Ministério da Saúde mostra que a região de Campinas (SP) teve alta de 135% nos acidentes com animais peçonhentos nos últimos 10 anos. Em 2022, o total de ocorrências chegou a 1.932 e foi o maior do período.

O levantamento inclui informações de Americana, Campinas, Indaiatuba, Hortolândia e Sumaré (veja o gráfico abaixo). Os números são disponibilizados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e podem ser consultados pela internet.

 

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O médico e coordenador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Fábio Bucaretchi, afirma que boa parte das ocorrências estão ligadas a acidentes com escorpiões, especialmente do tipo amarelo.

 

Urbanização descontrolada

 

Para ele, o avanço desorganizado dos centros urbanos está diretamente ligado ao alto índice.

"Quanto mais aumenta a pobreza, quanto mais aumenta a urbanização descontrolada, sem coleta de lixo, com acúmulo de material do lado de casa, você propicia ambiente para o animal se reproduzir. Ele se reproduzindo, aumenta a população e, consequentemente, o risco", diz Bucaretchi.

 

Acidentes com animais peçonhentos em Campinas e Região
Balanço inclui números de Americanas, Campinas, Indaiatuba, Hortolândia e Sumaré de acordo com o local de ocorrência
 

Até então, o número mais alto havia sido registrado em 2019, quando as cidades contabilizaram 1.892 casos. Houve uma queda nos dois anos seguidos, durante a pandemia da Covid-19, até o crescimento observado agora. No ano passado, foram cerca de 85 casos a cada 100 mil habitantes. Há 10 anos, a média não passava de 39.

 

 

O que fazer ao ser picado

 

 

Em acidentes com animais peçonhentos, manter a calma é o primeiro passo, como explica o médico. A orientação é buscar um serviço de saúde o mais rápido possível para obter orientações.

"Não adianta ficar desesperado, fazer corte no local ou torniquete. Isso não adianta nada. Fique calmo, evite perambular, porque isso facilita a absorção do veneno. Fique em repouso e tente procurar o serviço de saúde mais próximo".

Em alguns casos, o tratamento é feito com soro antiofídico, que atua como antídoto. Saber qual com espécie ocorreu o acidente também pode ajudar.

 

"Se possível, fotografar o animal na cena do acidente. Isso ajuda muito. Hoje nossa capacidade de identificação, especialmente de serpentes peçonhentas, é muito mais fácil. O que estava em torno de 25% na década de 90, hoje está em 70%", completa Bucaretchi.

FONTE/CRÉDITOS: g1
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