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Sábado, 18 de Abril 2026

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PREVENÇÃO É O NOVO REJUVENESCIMENTO

Um alerta às mulheres que querem envelhecer com naturalidade

PREVENÇÃO É O NOVO REJUVENESCIMENTO
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Por Dra. Kedma Alves
Sou enfermeira, pós-graduada em Estética Avançada, especialista em rejuvenescimento e CEO da Liberte-se – Estética em Alta Tecnologia. Ao longo da minha prática clínica, uma constatação tem se tornado cada vez mais evidente: ainda falamos pouco sobre prevenção estrutural do envelhecimento.

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Grande parte das mulheres procura atendimento estético quando os sinais já estão instalados. Rugas marcadas, perda do contorno facial, flacidez no terço inferior do rosto e no pescoço. E, frequentemente, a primeira solicitação é: “Quero fazer botox”.
O botox tem sua função e importância dentro da estética moderna. Ele atua relaxando músculos responsáveis por linhas de expressão dinâmicas. No entanto, ele não trata a base estrutural do envelhecimento cutâneo: a perda progressiva de colágeno.
O que realmente acontece com a pele ao longo dos anos?
A pele é sustentada por uma rede de fibras composta principalmente por colágeno e elastina. O colágeno funciona como uma malha de sustentação, garantindo firmeza e densidade. A elastina contribui para elasticidade.
A partir da terceira década de vida, a produção de colágeno começa a diminuir gradativamente. Estudos em dermatologia indicam que essa redução pode girar em torno de 1% ao ano em adultos saudáveis. Embora pareça pouco, trata-se de um processo cumulativo.
Ao longo das décadas, essa perda resulta em:
• Redução da espessura da pele
• Diminuição da firmeza
• Alteração do contorno facial
• Maior predisposição à flacidez
Importante destacar: o envelhecimento é multifatorial. Genética, exposição solar, tabagismo, alimentação, estresse e variações hormonais influenciam intensamente esse processo.
Menopausa e colágeno: uma relação direta
Durante a menopausa ocorre uma queda significativa nos níveis de estrogênio, hormônio que participa da regulação da síntese de colágeno. Pesquisas indicam que nos primeiros anos após a menopausa pode haver uma redução acelerada da densidade dérmica, o que impacta diretamente a firmeza da pele.
Não se trata apenas de rugas. Trata-se de alteração estrutural.
É comum observar, nessa fase, aumento da flacidez tissular — termo utilizado para descrever a perda de sustentação do tecido cutâneo como um todo.
Essa mudança pode ser ainda mais perceptível quando associada a emagrecimento rápido.
Emagrecimento acelerado e impacto facial
Nos últimos anos, tornou-se mais frequente o uso de medicamentos injetáveis para controle de peso. Embora tenham indicação médica específica e tragam benefícios metabólicos, a perda de gordura corporal também pode afetar a gordura facial.
Quando há redução rápida de volume sem estímulo estrutural concomitante, o resultado pode ser maior evidência de flacidez.
Isso não significa que o emagrecimento seja negativo. Significa apenas que o cuidado estético precisa ser pensado de forma integrada.
A diferença entre tratar o músculo e tratar a estrutura
Procedimentos como a toxina botulínica atuam no músculo. Já os tratamentos de bioestimulação atuam na derme, camada mais profunda da pele, onde se encontra a maior parte das fibras de colágeno.
Bioestimular significa estimular o próprio organismo a produzir colágeno novo. Não é preenchimento, não é volumização artificial. É ativação biológica.
Esse tipo de abordagem busca melhorar:
• Firmeza
• Qualidade da pele
• Textura
• Sustentação
Trata-se de uma estratégia que dialoga mais com prevenção do que com correção.
Por que ainda falamos pouco sobre prevenção?
Culturalmente, a estética sempre foi associada à correção. A lógica predominante é intervir quando o incômodo já está visível.
No entanto, a dermatologia moderna tem enfatizado cada vez mais o conceito de envelhecimento saudável e planejamento cutâneo ao longo da vida.
Começar estímulos estruturais antes da instalação de flacidez importante tende a produzir resultados mais naturais e duradouros.
Isso não significa que exista idade “certa” universal. Cada organismo responde de forma distinta. Mas significa que adiar indefinidamente o cuidado estrutural pode tornar o processo mais complexo no futuro.
A importância da avaliação individualizada
Um ponto essencial é compreender que não existe protocolo único para todas as pessoas. Avaliação clínica adequada considera:
• Idade biológica
• Qualidade da pele
• Histórico hormonal
• Grau de flacidez
• Estilo de vida
Somente a partir dessa análise é possível traçar uma estratégia coerente.
Na minha prática clínica, utilizo tecnologias de bioestimulação, como o HiPro, que promovem estímulo de colágeno de forma confortável e não invasiva. Porém, mais importante que a tecnologia é a indicação adequada.
Tecnologia sem critério não é prevenção — é improviso.
Envelhecimento não é falha, é processo
É fundamental reforçar: envelhecer não é erro, nem falha estética. É um processo biológico natural.
O papel da estética em saúde não deve ser transformar rostos, mas preservar características individuais, mantendo qualidade de pele e autoestima.
Quando falamos em prevenção, falamos em planejamento. Assim como cuidamos da saúde cardiovascular antes de desenvolver hipertensão, podemos cuidar da estrutura da pele antes que a flacidez se torne marcante.
Um convite à reflexão
Muitas mulheres chegam ao consultório após anos focando exclusivamente em linhas de expressão. Ao compreenderem o papel do colágeno, percebem que poderiam ter iniciado um cuidado estrutural mais cedo.
Não se trata de arrependimento. Trata-se de informação.
Quanto mais falarmos sobre envelhecimento cutâneo de forma transparente, mais conscientes serão as decisões futuras.
A prevenção não é obrigatória. Mas é uma escolha estratégica.
Como profissional da área da saúde, acredito que informação clara e embasada é o primeiro passo para decisões responsáveis.
Cuidar da pele é também cuidar da relação que temos com o tempo.
E talvez a pergunta mais importante não seja “como apagar os sinais?”, mas sim:
“Como quero atravessar os próximos anos?"
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