Um carro no Brasil chega a ser até 85% mais caro que o mesmo modelo nos EUA. Por exemplo, um Toyota Corolla, que nos Estados Unidos custa em média $21.000 (aproximadamente R$ 105.000), no Brasil pode ultrapassar os R$ 200.000, mesmo com variações cambiais.
A diferença de preços entre veículos no Brasil e nos Estados Unidos se deve, em grande parte, à carga tributária elevada e a outros custos no mercado brasileiro. No Brasil, os impostos sobre veículos novos incluem o IPI, ICMS, PIS e Cofins, que juntos podem representar até 54% do valor final do veículo.
Outro ponto relevante é a taxa de juros para financiamento, que nos EUA é muito mais baixa. Enquanto a taxa média de financiamento para veículos novos nos EUA varia de 3% a 6%, no Brasil, pode chegar a 24% ao ano, o que inviabiliza a compra para muitos brasileiros de classe média.
Criadores de uma fintech brasileira com sede em Orlando, Guilherme e Gustavo Cardoso identificaram essas dificuldades assim que a criaram nos EUA, em 2022. "Imigrantes latinos não conseguem crédito fácil nem barato. Por isso, vimos uma oportunidade de negócio aí. Um mercado enorme que poderíamos ajudar com taxas mais baratas”, diz Gustavo.
Esse negócio é crucial para muitos brasileiros, uma vez que um veículo pode se tornar um meio de trabalho e sustento. Além disso, a Kingdom ajuda a manter rigorosas práticas de crédito, alcançando uma taxa de inadimplência abaixo de 4% e perdas inferiores a 2%.
A fintech está bem posicionada para atender essa demanda crescente de imigrantes que chegam aos EUA anualmente: "Nosso objetivo é oferecer mais que um financiamento, é possibilitar a mobilidade e a independência financeira desses novos moradores", comenta Guilherme Cardoso, um dos CEO’s da fintech, que mora nos EUA há 15 anos e traz uma grande experiência do mercado automotivo.
Um dos motivos que levam a empresa a oferecer taxa mais baixa é o financiamento de investidores e oportunidades de diversificação com rendimentos fixos de 13% em dólares, chamando a atenção de interessados em ativos seguros e em moeda forte, contrastando com os rendimentos médios do mercado brasileiro.
Esse modelo permite que a Kingdom ofereça taxas de financiamento competitivas e um processo mais acessível, mesmo para aqueles sem histórico de crédito nos EUA: “Queremos que nossa plataforma seja uma porta de entrada para imigrantes, possibilitando que eles conquistem mobilidade e segurança financeira”, explica Gustavo Cardoso, que vê vê a Kingdom como um recurso que ajuda a comunidade brasileira e outros imigrantes a superar barreiras financeiras no mercado automotivo americano.