Tribuna Conservadora: Conte um pouco a respeito de sua infância
Sandy: Gostaria de agradecer a oportunidade. Bom, vamos lá! Estudei no Anchieta, meu pai era agricultor, faleceu aos 39 anos de idade, quando eu tinha apenas 8 anos. Minha mãe, mulher guerreira, então nos educou sozinha. Buscou trabalho como Representante Comercial e depois prestou concurso público em Campinas, hoje está aposentada
Tribuna Conservadora: O que te levou a escolher pedagogia?
Sandy: Aprendi com minha mãe desde cedo que existe algo que não podemos negligenciar durante a trajetória, propósito!
Minha missão de vida sempre foi clara: servir as pessoas, vivendo aquilo que Deus nos ensina desde os primórdios. Com esse objetivo sempre estive envolvida ativamente na comunidade.
Durante minha jornada acadêmica despertei para o mundo dos negócios ao cursar Matemática.
Com paixão e determinação lancei meu próprio empreendimento na cidade de Sumaré em 2003, minha primeira escola, ao longo dos anos a pequena escola transformou-se em instituições de sucesso o Colégio Crescendo e Aprendendo e Whale Bilingual School! Ser professora sempre foi um sonho da minha mãe
Tribuna Conservadora: Na sua visão qual é o maior desafio que a mulher enfrenta ao transicionar do CLT para o empreendedorismo?
Sandy: Essa mudança não é fácil e traz consigo uma série de obstáculos a serem superados.
Um dos maiores desafios para a mulher durante a transição é a incerteza financeira. ao sair de um emprego estável, com remuneração fixa e benefícios garantidos é natural que surjam dúvidas sobre a capacidade de gerar receita suficiente para sustentar o negócio e a família. Muitas mulheres se veem em situações de vulnerabilidade econômica, principalmente no início do empreendimento, pois é comum que os resultados demorem a aparecer. Nesse sentido é fundamental desenvolver um plano sólido e detalhado além de buscar auxílio e orientação financeira especializada para minimizar os riscos e garantir a sustentabilidade do negócio.
Tribuna Conservadora: Como conciliar a vida empreendedora com família e ministério?
Sandy: Conciliar a vida empreendedora com família e ministério é um desafio adicional exige muito tempo e dedicação, o que pode fazer com que a mulher se sinta culpada por não estar presente o suficiente para sua família ou para seu trabalho no ministério. É importante que haja uma comunicação clara e aberta com a família, para que todos compreendam os objetivos e as demandas do negócio, para que seja estabelecido um equilíbrio saudável entre todas a esferas da vida.
A organização e o gerenciamento eficiente do tempo são cruciais nesse contexto. Criar uma rotina bem estruturada, estabelecer prioridades e delegar tarefas sempre que possível são estratégias que podem ajudar a conciliar as múltiplas responsabilidades. Além disso, é necessáriotambém aprender a estabelecer limites tanto pessoais comoprofissionais para evitar o esgotamento físico e mental.
Outro ponto importante para a mulher transita da CLT para o empreendedorismo é a busca por suporte e apoio seja em grupos de empreendedoras ou em redes de networking. Estar rodeada de pessoas que enfrentam desafios semelhantes e compartilham experiências pode trazer motivação e inspiração, além de proporcionar aprendizado e troca de conhecimento.
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