Uma ex-policial civil de 48 anos, que atuava como carcereira na Unidade de Polícia Judiciária Agrupada de Piracicaba, interior paulista, teve seu cargo público extinto por decisão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A medida, publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo na última quarta-feira (27), decorre da condenação da agente por crimes de peculato e improbidade administrativa.
De acordo com a sentença do juiz Maurício Habice, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Piracicaba, a então carcereira se aproveitava da função para subtrair dinheiro de carteiras e bolsos de vítimas enquanto lavrava boletins de ocorrência. O esquema consistia em solicitar que as pessoas se dirigissem a outra sala, deixando seus pertences sobre uma mesa, momento em que ela se apropriava indevidamente dos valores.
Após denúncias e investigação da Corregedoria da Polícia Civil, foram identificadas três vítimas do golpe, e o dinheiro subtraído foi localizado na CPU do computador da acusada.
Condenada em abril de 2022, a ex-policial cumpriu pena de dois anos e quatro meses de reclusão em regime aberto. A decisão judicial, além da exoneração do cargo público, impôs o pagamento de multa de R$ 7,1 mil. A reportagem não conseguiu contato com a acusada para comentar o caso.
Ação reforça compromisso com a ética e a transparência na Polícia Civil.
A exoneração da agente condenada por peculato e improbidade administrativa demonstra o compromisso do Governo do Estado de São Paulo com a ética e a transparência na gestão pública. A Polícia Civil, por sua vez, reitera seu compromisso com a conduta profissional exemplar e o respeito aos princípios da legalidade e da moralidade.
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