A narrativa propagada pela esquerda atualmente é a de que os fatos do 8 de janeiro começaram antes, com as críticas ao sistema eleitoral brasileiro. Cabe ressaltar contudo que essas críticas, esses questionamentos não são recentes, pelo contrário, são extremamente antigos, basta dar um google e é possível encontrar falas do atual ministro da Justiça.
"Um ano atrás como autor da reforma eleitoral parecia premonição eu dizia, acolhendo uma proposta do PDT, que havia a necessidade de aprimorar o sistema eleitoral no Brasil e essa eleição que eu vivenciei um ano depois tive a oportunidade de ser vítima de um processo que precisa ser aprimorado, precisa ser melhor auditado, melhor acompanhado, como se dá a votação eletrônica"...
Carlos Lupi do PDT também é um ferrenho defensor do voto impresso, aliás o Partido Democrático Trabalhista foi o primeiro a defender a adoção do voto impresso há mais de 20 anos.
Em um tweet de 2021 Carlos Lupi afirma o seguinte: “Sem a impressão do voto, não há possibilidade de recontagem. Sem a recontagem, a fraude impera” e o ministro da previdência social ainda vai além.
“Desde o surgimento da urna eletrônica, 25 anos atrás, nosso líder, nossa referência do partido, Leonel de Moura Brizola, já defendia uma coisa simples de se fazer: a impressão do voto. Para que possa votar lá, apertar o numerozinho do seu candidato, apertar o 12, você ver aquele papelzinho como se fosse esse papel que a gente, quando paga o cartão de crédito, tem como recibo, cair numa urna transparente e ficar ali guardado. Quando se tiver desconfiança ou quando se tiver uma votação muito diferente de locais, você pode conferir esse voto. É esse o segredo de toda democracia no mundo, a possibilidade de recontagem, a possibilidade de conferência de voto”
“Hoje, algumas pessoas mais à direita querem defender a impressão do voto. Não é porque eles estão hoje defendendo que nós vamos deixar de defender aquilo que para a democracia é salutar. Já foi aprovado, inclusive, pelo Congresso Nacional, e o Tribunal [Superior Eleitoral] não quis fazer porque disse, na época, que não tinha recursos para fazê-lo. Não tem recursos maiores para garantir a própria liberdade de expressão e a democracia do que investir na conferência do voto através da sua impressão. Nós, do PDT, através do nosso líder, Leonel Brizola, fomos quem primeiro falou isso, e temos coragem de claramente dizer a todo o povo brasileiro: sem a impressão do voto, não há possibilidade de recontagem. Sem recontagem, a fraude impera”,
Ora, este mesmo Carlos Lupi entrou com a ação responsável pela inelegibilidade de Bolsonaro e TSE o condena...
Dino critica as urnas, ninguém fala nada, Lupi critica as urnas, ok faz parte da democracia, mas quando a direita critica é golpista?
Será mesmo que ainda vivemos em uma democracia? No Brasil não se trata do que se diz, mas de quem diz.