No dia 24 de maio, comemora-se o Dia da Arma de Infantaria, tão antiga quanto a própria guerra. Caracterizada, desde o início, pelo combate aproximado, ela tem evoluído e se mostrado indispensável aos conflitos atuais, comprovando assim, o porquê de ser denominada “Rainha das Armas”. Possuidora de uma rigorosa disciplina e organização, com origem desde antes dos gregos, com suas falanges, e dos romanos, com as suas legiões, constitui uma massa organizada. Seu brasão, dois fuzis cruzados com a granada de mão ao centro, referencia, com a baioneta, às principais armas do infante e remonta à época em que um batalhão de Infantaria era composto por duas companhias de fuzileiros e uma de granadeiros. Essa data foi escolhida em homenagem ao seu Patrono, o Brigadeiro Antônio de Sampaio. Filho de Antônio Ferreira de Sampaio e Antônia Xavier de Araújo, nasceu em uma família humilde, no dia 24 de maio de 1810, em Tamboril, Ceará. Ainda jovem, aos 20 anos de idade, alistou-se voluntaremente como praça no então 22º Batalhão de Caçadores, em Fortaleza, e alcançou, por mérito, todos os postos da carreira. Sua principal atuação foi na Guerra do Pa- raguai, já como Brigadeiro, quando comandou a 3ª Di- visão do Exército Imperial, a famosa Divisão Encouraça-da, a qual possuía, em suas brigadas, os tradicionais Ba-talhões Treme-Terra, Arran- ca-Toco e Vanguardeiro. Es- ses nomes são lembrados, como forma de homenagem, nas companhias do Curso de Infantaria da Academia Mili- tar das Agulhas Negras. Atualmente, a Infan- taria brasileira tem participa- do de diversas operações no amplo espectro dos confl itos. De maneira destacada, faz-se presente em apoio aos órgãos governamentais, com as cons- tantes atuações em operação de garantia da lei e da ordem nos diversos Estados do País e no combate aos crimes transfronteiriços e ambientais na extensa faixa de fronteira do território nacional. Também de forma sig- nifi cativa, atua em operações de pacifi cação no Haiti, em apoio ao desenvolvimento na- cional e à defesa civil, por in-termédio da participação ativa em ações cívico-sociais em todo o país, distribuindo água aos necessitados, dentre ou- tras ações. No Exército Brasileiro, a Rainha das Armas subdivi- de-se em Paraquedista, Leve, Blindada, Mecanizada, de Sel-va, de Caatinga, Pantaneira, de Montanha, de Polícia do Exército e de Guarda, espe-cializadas em atuar nos seus respectivos ambientes opera-cionais e com suas peculiari-dades e particularidades. A Infantaria pode ser encontrada em todos os rin-cões do território nacional, em virtude de sua grande diversi-dade, de sua capacidade de dissuasão, de presença, de mobilidade e de sua imprescin-dibilidade em qualquer tipo de emprego da Força Terrestre. Nobres infantes, es- pelhem-se em seus heróis do passado, tragam o orgulho para as gerações futuras, demonstrando os valores de Sampaio incrustados em todos os integrantes da Rai-nha das Armas, e mantenham vivo o espírito imortal da Infantaria!