Com gol de Luciano Juba, o Bahia venceu o Vasco por 1 a 0 em São Januário e segue invicto como visitante no Campeonato Brasileiro. O resultado mantém o Esquadrão, até o momento, dentro do G4 da competição e reforça a solidez da equipe longe de Salvador.
Se não foi na técnica refinada, foi na raça.
Esse foi, claramente, o espírito do Bahia em uma partida marcada por pressão constante do time da casa e muita entrega defensiva do Tricolor.
O gol saiu aos 22 minutos do primeiro tempo, em jogada ensaiada na cobrança de escanteio. A bola trabalhada com inteligência terminou nos pés de Luciano Juba, livre na entrada da área, que finalizou com precisão para garantir o placar mínimo.
A jogada foi fruto da leitura e da qualidade de Everton Ribeiro, que encontrou o espaço e desmontou a marcação vascaína com um passe decisivo. Um lance que mostrou organização e treino, mesmo em um jogo de poucas oportunidades claras.
Defensivamente, o Bahia teve como destaque o goleiro Ronaldo. Seguro durante toda a partida, ele foi decisivo logo no início, ao defender uma falta perigosa, e voltou a salvar o time em pelo menos outras duas finalizações difíceis ao longo do jogo.
A atuação do goleiro foi fundamental para sustentar o resultado em um cenário de pressão crescente do Vasco, especialmente na segunda etapa.
O lateral Román Gómez também teve papel importante na solidez defensiva, contribuindo tanto na recomposição quanto na saída de bola. Kike Oliveira foi outro nome elogiado pela torcida, destacando-se pela intensidade na marcação e pela participação ofensiva, com dribles e boas infiltrações.
Foi uma atuação coletiva marcada mais pela disciplina tática do que pelo brilho individual.
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Nem tudo, porém, funcionou perfeitamente. William José teve atuação apagada, com pouca participação no jogo e raros toques na bola, o que levou Rogério Ceni a optar por Everaldo durante a partida.
Kanu também deixou o campo lesionado e foi alvo de críticas por falhas de posicionamento que permitiram boas chances ao Vasco, apesar de o sistema defensivo, no geral, ter conseguido se manter firme.
Pelo lado vascaíno, a insatisfação da torcida foi evidente. Piton e Diniz foram apontados como responsáveis diretos pela derrota, e o técnico Fernando Diniz ouviu fortes protestos vindos das arquibancadas, em um ambiente de grande tensão em São Januário.
A pressão externa aumentou após mais um resultado negativo em casa. Com o triunfo, o Bahia ganha confiança para uma sequência decisiva nos próximos meses. Em fevereiro e março, o Tricolor terá compromissos importantes pelo Campeonato Brasileiro, pela fase decisiva do Campeonato Baiano e também pela Libertadores, competição que exige alto nível de concentração e elenco equilibrado.
A maratona de jogos testará a consistência do time de Rogério Ceni, especialmente no equilíbrio entre desempenho fora de casa e regularidade como mandante.
O triunfo no Rio de Janeiro não foi apenas mais três pontos. Foi uma demonstração de maturidade competitiva, capacidade de sofrer quando necessário e eficiência nos momentos-chave do jogo.
Características que costumam fazer diferença em campanhas longas.
Você acredita que esse Bahia tem elenco para brigar na parte de cima da tabela e fazer uma boa Libertadores? Deixe sua opinião nos comentários.
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