Respeito aos princípios da família tradicional

Aguarde, carregando...

Terça-feira, 20 de Janeiro 2026

Colunas Espiritualidade

Janeiro não nos salva

Cristo Salva

Janeiro não nos salva
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Todo começo de ano carrega o mesmo ritual silencioso. As pessoas diminuem o passo, olham para trás, fazem balanços morais e existenciais. Reescrevem metas, rasuram promessas, juram que agora vai.

Agora serei melhor. Mais disciplinado. Mais paciente. Mais fiel.

Mais tudo aquilo que não consegui ser até dezembro.

O calendário vira. A Terra completa mais uma volta ao redor do sol. Fogos explodem no céu: os mesmos, com cores diferentes, e, por alguns minutos, acreditamos que algo essencialmente novo aconteceu. Mas não aconteceu.

O ano muda. O homem, não.

Os pecados continuam os mesmos, apenas cometidos em estações diferentes. Alguns por descuido, outros por escolha consciente. Os erros se repetem com nova maquiagem, novas roupas brancas, novas 7 ondinhas, novos nomes, novas justificativas. O entusiasmo de janeiro morre em fevereiro, e antes mesmo de chegar março já nos encontramos cansados de promessas que fizemos sem força para cumprir.

Essa constatação, por mais desconfortável que seja, nos leva a uma verdade irrefutável: somos incapazes de obedecer a Deus por nós mesmos.

Se a fé dependesse da nossa disciplina, da nossa honra ou da nossa constância, todo novo ano seria apenas mais uma confirmação do nosso fracasso. A fé que alguns têm em Deus não nasce do esforço humano. Não brota da força de vontade. Não é produzida por resoluções bem escritas em uma agenda nova.

Ela não pode vir de nós.

Se dependesse apenas da nossa capacidade, estaríamos perdidos todo 1º de janeiro. Perdidos todo dia. Perdidos para sempre.

Mas não depende.

O cristianismo não começa com uma lista de metas. Começa com uma descida.

O Filho desceu. Suportou a ira do Pai. O silêncio. O abandono. A ruptura que nós mesmos merecíamos viver.

O que nos salvou não foi uma decisão nossa no virar do ano, mas uma decisão eterna tomada muito antes de qualquer calendário existir.

E é isso que torna tudo diferente, mesmo quando tudo parece igual.

Temos acesso a um Deus que nos quer. Não apesar da nossa falta de honra, moral ou capacidade, mas sabendo exatamente que não as temos. Um Deus que escolhe amar essa areia que coexiste com um universo inteiro. Minúsculos, frágeis, instáveis. E ainda assim, Ele teve o cuidado de escolher e cuidar de cada um dos seus grãos.

Janeiro não nos salva. Metas não nos salvam. Promessas não nos salvam.

Cristo salva.

Por isso, talvez o gesto mais honesto deste começo de ano não seja prometer mais, mas agradecer mais. Não seja listar objetivos, mas reconhecer dependência e se arrepender. Que não seja confiar em um “novo eu”, mas descansar em um Deus que não muda.

Agradeça, e ore por isso.

Comentários:

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Tribuna Conservadora
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR