O carnaval é uma festa comemorada uma vez ao ano, com milhares de adeptos, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Cada país celebra essa festividade à sua maneira: alguns de forma mais comportada, enquanto outros aproveitam para dar vazão aos seus desejos.
A palavra carnaval origina-se do latim carnis levare, que significa “retirar a carne” ou “adeus à carne”. Ou seja, durante a festa, era permitido o consumo de carne antes do período quaresmal.
Os registros mais antigos de festejos semelhantes ao que hoje se conhece como carnaval datam de antes de Cristo, no século VI a.C., na Grécia. Pinturas em vasos antigos apresentam figuras mascaradas desfilando em procissões e entoando cânticos ao deus Dionísio.
Segundo os historiadores, duas celebrações podem ter contribuído para a origem do carnaval. As Saceias, por exemplo, consistiam em um ritual no qual um prisioneiro fingia, durante alguns dias, ser rei. Nesse período, desfrutava do palácio e se relacionava com as esposas reais; ao final, era brutalmente assassinado.
Outro rito ocorria durante o equinócio da primavera na Mesopotâmia, no templo de Marduk. Nele, o rei perdia simbolicamente seu poder, sendo humilhado e açoitado diante da estátua do deus. Tal ato representava sua submissão e, após o ritual, ele reassumia o trono.
É inegável que o carnaval carrega influências de diversas culturas ao redor do mundo, reunindo características egípcias, gregas, babilônicas e romanas. Tratava-se de festas pagãs e extremamente populares.
A Igreja Católica, que na Idade Média se encontrava cada vez mais fortalecida, não via tais celebrações de forma positiva. Com o intuito de contê-las, tentou cristianizá-las por meio da criação da Quaresma — um período de quarenta dias de jejum que antecede a Páscoa.
Houve ainda outras tentativas de abolir essas festividades; contudo, o período que antecede a Quaresma consolidou-se como um momento de hedonismo e permissividade. A Igreja incluiu o carnaval em seu calendário litúrgico com o objetivo de reforçar sua cristianização, porém sem êxito.
Celebrar o carnaval segundo os padrões do mundo não convém aos cristãos, pois aquele que nasceu de novo compreende que o processo de santificação não se limita a quarenta dias, mas perdura até a volta de nosso Senhor Jesus Cristo.
“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2).
Ao afirmar “não se amoldem ao padrão deste mundo”, o apóstolo nos ensina que, quando não se conhece a Cristo, as pessoas são guiadas por suas próprias paixões e vontades. Contudo, após o novo nascimento, passam a ser direcionadas, por meio das Escrituras, a viver de acordo com os princípios estabelecidos por Deus. Tais princípios não são penosos, mas leves; não retiram a liberdade, antes a ressignificam; não são passageiros, mas conduzem à eternidade.
O Senhor capacita os cristãos a viverem de acordo com o padrão de comportamento por Ele estabelecido, pois, se dependesse apenas da disposição humana, tal caminhada seria impossível. O mérito pertence inteiramente ao Senhor.
Quando Paulo exorta: “transformem-se pela renovação da sua mente”, revela que o maior e mais difícil campo de batalha do cristão é a mente. É por meio dela que o inimigo atua, buscando tornar aceitável e normal a imoralidade amplamente praticada durante o carnaval.
As ações cometidas durante o festejo são inadmissíveis aos olhos de um Deus santo. A renovação da mente é primordial em um mundo dominado pelo maligno; somente por meio dessa renovação santificadora o cristão torna-se sensível àquilo que Deus instrui para cada circunstância da vida.
Por fim, ao dizer que somos capazes de “experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”, a Escritura afirma que o filho de Deus não apenas conhece, mas vivencia o quanto a vontade divina é benéfica. A proposta do mundo é satisfazer os desejos da carne, oferecer alegrias passageiras e afastar o indivíduo de valores que o tornam íntegro e puro.
A vontade imperfeita do mundo contrasta com a perfeita vontade de Deus: santa, pura e agradável. Enquanto o mundo diz “sim” ao carnaval, o cristão diz “sim” às Escrituras, que o conduzem à eternidade junto ao seu Criador.
Você acredita que é possível viver a liberdade cristã sem perder de vista a santidade, especialmente em tempos de celebrações populares como o carnaval? Deixe sua opinião nos comentários.
Para receber mais conteúdos de espiritualide em tempo real, sem filtro e sem censura, clique aqui e entre no nosso canal de WhatsApp.
Quer fortalecer o jornalismo independente e ter acesso a bastidores, e conteúdo exclusivo? Assine agora o portal e faça parte de uma comunidade que defende a família, liberdade e mérito também nos esportes. Ex-jogadores e cobertura total de Copas e Brasileirão - tudo por apenas R$ 9,90/mês.
Comentários: